Nova partícula é identificada no Grande Colisor de Hádrons
Cientistas do CERN anunciaram a descoberta de uma nova partícula no Grande Colisor de Hádrons (LHC). Batizada de Xi-cc-plus, ela se torna a 80ª partícula já identificada pelo maior acelerador de partículas do mundo.
Semelhante a um próton, porém cerca de quatro vezes mais pesada, a nova partícula pode ajudar pesquisadores a compreender melhor os fenômenos complexos da Mecânica Quântica. Assim como outros bárions — partículas que formam a matéria comum — ela é composta por três quarks, que são os blocos fundamentais da matéria.
Os quarks existem em seis tipos diferentes: “up”, “down”, “charm”, “strange”, “top” e “bottom”. A combinação desses elementos pode gerar diversas formas de bárions, embora muitas delas sejam extremamente difíceis de detectar. Para observá-las, o LHC acelera partículas a altíssimas velocidades em um anel subterrâneo de 27 quilômetros, provocando colisões que permitem aos cientistas estudar suas propriedades.
A Xi-cc-plus é formada por dois quarks “charm” e um quark “down”, o que explica sua massa elevada em comparação aos prótons comuns, que possuem dois quarks “up” e um “down”.
De acordo com Vincenzo Vagnoni, porta-voz do experimento LHCb, esta é apenas a segunda vez que um bárion com dois quarks pesados é observado. Além disso, trata-se da primeira partícula descoberta após a atualização do detector LHCb, concluída em 2023.
A descoberta também deve contribuir para o avanço da Cromodinâmica Quântica, teoria que descreve a interação forte responsável por manter os quarks unidos, além de ajudar na investigação de partículas mais exóticas, como tetraquarks e pentaquarks.
Uma partícula semelhante já havia sido identificada em 2017, também no LHC, mas com uma diferença importante: sua composição incluía um quark “up” em vez de “down”. A nova Xi-cc-plus apresenta uma vida útil cerca de seis vezes menor, o que torna sua detecção ainda mais desafiadora.
Localizado a aproximadamente 100 metros de profundidade entre a França e a Suíça, o LHC ficou mundialmente conhecido pela descoberta do Bóson de Higgs em 2012, um marco fundamental na física moderna.
Os quarks existem em seis tipos diferentes: “up”, “down”, “charm”, “strange”, “top” e “bottom”. A combinação desses elementos pode gerar diversas formas de bárions, embora muitas delas sejam extremamente difíceis de detectar. Para observá-las, o LHC acelera partículas a altíssimas velocidades em um anel subterrâneo de 27 quilômetros, provocando colisões que permitem aos cientistas estudar suas propriedades.
A Xi-cc-plus é formada por dois quarks “charm” e um quark “down”, o que explica sua massa elevada em comparação aos prótons comuns, que possuem dois quarks “up” e um “down”.
De acordo com Vincenzo Vagnoni, porta-voz do experimento LHCb, esta é apenas a segunda vez que um bárion com dois quarks pesados é observado. Além disso, trata-se da primeira partícula descoberta após a atualização do detector LHCb, concluída em 2023.
A descoberta também deve contribuir para o avanço da Cromodinâmica Quântica, teoria que descreve a interação forte responsável por manter os quarks unidos, além de ajudar na investigação de partículas mais exóticas, como tetraquarks e pentaquarks.
Uma partícula semelhante já havia sido identificada em 2017, também no LHC, mas com uma diferença importante: sua composição incluía um quark “up” em vez de “down”. A nova Xi-cc-plus apresenta uma vida útil cerca de seis vezes menor, o que torna sua detecção ainda mais desafiadora.
Localizado a aproximadamente 100 metros de profundidade entre a França e a Suíça, o LHC ficou mundialmente conhecido pela descoberta do Bóson de Higgs em 2012, um marco fundamental na física moderna.